segunda-feira, 13 de abril de 2015

Eu serei o autor da minha própria obra!!!


Muitas pessoas gostam de se perguntar e de questionar as religiões sobre o que pode haver após a morte. Isto mostra que o ser humano, por ser racional e ter a capacidade de se visualizar como indivíduo na natureza, tem medo de um dos maiores princípios: o princípio da mortalidade. Estamos acostumados a viver cotidianos repetitivos e que nos colocam em uma zona de conforto. Não estamos acostumados a muitas novidades que possam mudar essa rotina tediosa. Por isso, quando falamos de morte, nos deparamos com um precipício que pode significar o fim de tudo. Mas sempre nos resta uma dúvida: "Se eu não existisse, faria alguma diferença?". A essa pergunta eu respondo da seguinte forma: depende da sua obra. Percebe-se, com uma grande frequência, que muitos indivíduos escolhem viver vidas sem um verdadeiro significado. Quando esses indivíduos (assim como todos nós) morrerem, o que será deixado para trás? Quantas lembranças restaram nas mentes dos pobres vivos sobre essas pessoas? Na minha opinião, um dos maiores problemas que assolam a nossa raça, é o ceticismo com relação ao nosso propósito nesta vida. "Mas Bruno, e os outros animais? Eles vivem sabendo do seu propósito?". "Saber" é uma palavra complicada. Os outros animais, assim como nós, nascem com determinados instintos que os levam a agir de determinadas formas para a sua sobrevivência. O propósito de cada um está intrínseco em sua própria natureza. Mas o ser humano tem algo que os outros não têm: consciência. Ter uma consciência (uma parte bem pequena de nós mesmos em relação ao resto) faz com que nos perguntemos sobre tudo aquilo que, na verdade, está por trás dos bastidores. Quando não conseguimos visualizar a nossa própria razão de existir, tudo parece muito complicado. Não nos sentimos determinados a realizar grandes feitos para a comunidade e, principalmente, para as nossas vidas pessoais. Pessoas que não se enxergam como uma peça importante para o desenvolvimento do todo não deixarão muitos rastros assim que partirem. Suas realizações podem ser ínfimas perto do que poderiam ser. Mas descobrir a sua tarefa aqui nesta vida é algo que necessita de uma grande introspecção. Durante a minha jornada escolar, por grande parte do tempo eu não me senti determinado a estudar de verdade... mas isso mudou a partir do momento que eu descobri o que eu queria ser na vida. Eu escolhi ser professor. Foi uma escolha cuidadosa baseada em pesquisas, experiências e amizades que eu adquiri. Quando eu assistia às aulas de professores muito bons de diferentes matérias, eu conseguia me ver fazendo o mesmo. Eu consegui ídolos que me inspiram a ser como eles foram para mim. Esses ídolos, quando entravam em sala e começavam a dar aula, sabiam dos seus propósitos e das suas tarefas nessa realidade. Hoje eu sei da minha missão aqui: entrar em cada sala de aula que eu puder e ajudar àqueles que da minha ajuda precisam. Motivar os seres humanos que me ouvem a identificarem as suas missões. Mediar a auto-reflexão e introspecção para que eles não sejam suscetíveis ao esquecimento. ESSA É A VERDADEIRA MORTE... o esquecimento. Vá a um cemitério e veja os túmulos: aqueles que parecem menos cuidados e que não possuem mais flores, provavelmente, contêm pessoas mortas. Os outros, com flores e marcas deixadas por lembranças, não contêm morto algum. A pessoa sepultada está viva dentro de todos aqueles que fizeram parte da sua obra em vida. Não podemos nos deixar sermos tomados pela Síndrome do Possível. Imagine que você está para fazer uma cirurgia delicada e que te coloca de frente com a morte... o que você acha de ouvir do médico "farei o possível"? Eu, pelo menos, gostaria de ouvir um "farei o melhor". Façamos o melhor nas condições que temos enquanto não há condições melhores para fazermos melhor ainda. Eu faço e farei o meu melhor em cada sala de aula que eu entrar na minha vida, porque eu sinto que essa é a minha missão aqui. Não só na vida profissional, mas em todos os aspectos eu farei o meu melhor. Não quero ser uma pessoa "morna": aquela que acha o trabalho "mais ou menos", a esposa "mais ou menos" e a VIDA "mais ou menos". Quando eu dei a minha primeira aula teste com 7 professores muito experientes me assistindo, um deles me disse que eu sou um diamante a ser polido. Eu estou correndo atrás desse polimento a cada momento e eu nunca deixarei de o fazer durante a minha vida. Eu serei o autor da minha própria obra.


Bruno, um jovem professor...

2 comentários:

  1. Bruno, parabéns por mais essa conquista: fiquei SUPER feliz em saber que você está dando aulas! É muito bom saber que pessoas como você vão inspirar jovens a serem cada dia melhores. Você me inspirou diversas vezes, e me fez acreditar no meu potencial pra passar no vestibular. O que pra mim era muito difícil, um dia estava ali, na minha frente, e hoje posso colher os frutos da minha dedicação. Aprendi muito contigo enquanto fomos colegas e continuo aprendendo porque você sempre surpreende. Um bjao e boa sorte sempre.
    (O texto está muito bem escrito, como sempre :D )

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    1. hey, pessoa linda que me deixou esse comentário tão lindo quanto, se identifique kkk mas muito obrigado pelas palavras e por ter apreciado o texto. São pessoas como você, dizendo coisas como essas, que me fortalecem e me fazem ter a vontade de continuar trilhando o meu caminho segundo as minhas perspectivas. Muito obrigado, mais uma vez!! Bjãaao

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